Gedalva Umbaubá lança manifesto contra a perseguição política e a violência política de gênero
- Micael Brandão
- 21 de jul.
- 3 min de leitura
Atualizado: há 7 dias

Documento propõe ampliar o debate sobre a participação feminina na política e fortalecer uma rede de proteção e apoio às mulheres A pedagoga, vice-prefeita de São Cristóvão e pré-candidata a deputada federal por Sergipe, Gedalva Umbaubá, lançou o Manifesto Contra a Perseguição Política e a Violência Política de Gênero, documento que propõe ampliar o debate sobre os desafios enfrentados por mulheres na vida pública e defender uma participação política baseada no respeito, na igualdade de oportunidades e na democracia. Além disso, a iniciativa busca incentivar a construção de uma rede de proteção e apoio às mulheres, reconhecendo que a violência e a intimidação produzem impactos que vão além da atuação política e atingem diferentes aspectos da vida social.
Conhecida como “A Mulher da Água” por sua atuação em defesa do acesso à água de qualidade e da dignidade das pessoas, Gedalva afirma que a iniciativa surge da necessidade de enfrentar uma realidade vivida por muitas mulheres que decidem ocupar espaços de liderança e representação política.
“Nenhuma mulher deve ser perseguida, intimidada ou silenciada por exercer seu direito de participar da vida pública. Esse manifesto nasce para dar voz a quem muitas vezes enfrenta esses desafios sozinha e para mostrar que a democracia só se fortalece quando homens e mulheres podem participar da política com liberdade, respeito e segurança”, destacou Gedalva.
O manifesto ressalta que a violência política de gênero se manifesta por meio de perseguições, ameaças, intimidações, humilhações e tentativas de silenciamento contra mulheres que atuam na política. O documento também destaca que esse tipo de violência não atinge apenas quem está na linha de frente, mas alcança familiares, equipes de trabalho, colaboradores e cidadãos que desejam participar da vida pública de forma livre e democrática.
O manifesto também defende a criação de uma rede de apoio, solidariedade e proteção às mulheres, com o objetivo de fortalecer aquelas que enfrentam situações de violência, intimidação ou perseguição. A iniciativa busca ampliar o acolhimento e incentivar a denúncia, reforçando que nenhuma mulher deve enfrentar esses desafios sozinha. O movimento também convida homens comprometidos com a democracia e com a igualdade de oportunidades a se unirem a essa mobilização.
Para Gedalva, a proposta vai além da defesa da participação feminina na política e representa um compromisso com a valorização das mulheres em todos os espaços da sociedade.
“Queremos que essa rede seja um espaço de acolhimento, orientação e fortalecimento para as mulheres. Embora o manifesto trate da perseguição política e da violência política de gênero, nossa mobilização também é um convite para que nenhuma mulher se sinta sozinha diante de qualquer forma de violência, intimidação ou tentativa de silenciamento. Fortalecer as mulheres é fortalecer toda a sociedade”, afirmou.
A pré-candidata também destacou que ampliar a participação feminina nos espaços de decisão significa fortalecer a democracia e construir uma sociedade mais representativa e justa.
“Quando uma mulher é atacada por participar da política, não é apenas ela que sofre. Toda a sociedade perde, porque outras mulheres passam a ter medo de ocupar esses espaços. Precisamos transformar essa realidade e garantir que nenhuma mulher deixe de participar da vida pública por causa da violência ou da intimidação”, completou.
O manifesto é encerrado com a mensagem “Mais mulheres na política é mais democracia”, reforçando o convite para que mulheres e homens se unam na defesa do respeito, da igualdade de oportunidades e da participação democrática.
FOTO: IGOR GRACCHO.


Comentários